Paula Cortellini, Advogado

Paula Cortellini

(8)Curitiba (PR)

Sobre mim

Natural de Curitiba. Desde 2011, é sócia do Discini & Cortellini - Advogados Associados, escritório atuante desde 1984. Graduada em Direito pela Universidade Federal do Paraná. Turma de 2006. Especialista em Processo Civil pelo Instituto Romeu Felipe Bacellar. Especialista em Direito Previdenciário, com ênfase no RGPS, pelo Instituto de Estudos Previdenciários (IEPREV). Atua presencialmente em Curitiba, mas realiza atendimentos online a diversos clientes em várias cidades do Brasil, com consultoria e contencioso judicial, na área de Direito Previdenciário (INSS, ParanaPrevidencia e outros regimes de previdência de servidor público).

Principais áreas de atuação

Direito Previdenciário, 100%

É um ramo do direito público surgido da conquista dos direitos sociais no fim do século XIX e iní...

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Christina Morais, Advogado
Christina Morais
Comentário · há 8 anos
Nossa, Maria das Graças. Se você está estagiando em lugar onde você faz TOOODO o trabalho do advogado, saia fora já. Não vale a pena. Nenhum estagiário no MUNNNNDO sabe fazer o que um advogado (de verdade) faz. Está lá justamente pra aprender. Se o trabalho do advogado é tão inferior assim, que um estudante é capaz de fazer sozinho, então eu te garanto que você não está aprendendo nada. Você está fazendo audiências também? Não né, espero. Porque seria caso de polícia até. Está perdendo o seu tempo. Entretanto, sobre fazer compras: eu faço. Sobre fazer café: eu faço. Sobre o "muito mais", eu faço e faço infinitamente mais, pelo que você falou, já que pelo visto é você quem está fazendo todo o trabalho. Espero que você não esteja pagando contas de energia da residência do advogado e nem comprando pão e leite pra levar pra casa dele ou buscando os filhos dele na escola. Mas se for na esquina comprar itens de interesse do escritório, o que tem isso? Faz parte. Faz parte inclusive do aprendizado. Aprender que um escritório de advocacia é um organismo complexo, cheio de detalhes para que se mantenha vivo e não tem ninguém, além do advogado, do estagiário e olhe lá da secretária, se tiver, que o faça. E são coisas que têm que ser feitas. Por mínimas que pareçam. Como eu disse, advocacia é diplomacia. Temos que estar preparados para receber bem o cliente. Sem isso, não tem tese mirabolante no mundo que uma mente de gênio (Q.I comprovadamente acima de 150) possa inventar, que salvará um escritório sem clientes. E dou minha mão direita a quem disser que escritório de advocacia normal tem, além de estagiário e secretária, office boy, copeira, cozinheira, empregado de serviços gerais fixo (diarista pra faxina tem mesmo), telefonista, assessor de comunicações, divisão de RH e financeiro e mais o escambáu. Escritório de advocacia não é assim. E nem pode ser, pois nossa atividade não é mercantil. Mesmo se você quiser ser juíza e ter um batalhão de gente que faça tudo por você sem gastar nada, nem a tinta da caneta que usará pra assinar ata, porque nós, os que trabalhamos de verdade e pagamos impostos, estamos pagando por tudo, ainda assim, você terá que passar por três anos de advocacia. E aí? Não poderá fazer isso na base da fraude ao sistema, pagando amigos advogados para você assinar coisas que nunca fez e comprovar algo que nunca realizou. Isso é indigno e moralmente inaceitável. Estágio é aprendizado. E a gente aprende é fazendo mesmo. Uma coisa é fazer sob supervisão e orientação. Outra coisa, é fazer sozinho.

Quem não tiver a humildade de querer aprender, ganhando pra isso (ainda que pouco, porque estágio não é serviço assalariado, é aprendizado bolsista), aprenderá depois de formado, perdendo e muito. Então, tenha paciência. Mas saiba identificar se está ou não sendo vítima de fraude trabalhista. Aí já é outro caso.
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Christina Morais, Advogado
Christina Morais
Comentário · há 8 anos
"...estagiário com experiência na área na verdade se chama advogado", resumiu tudo.

Há um grande mal entendido de parte a parte quanto ao estágio. Estagiários que se negam a aprender o ofício, que acham que diligência ao fórum é serviço de "office boy" (como se na advocacia não fossem precisar realizar tais tarefas), que pensam que o estágio deve se resumir a se enclausurar atrás de um computador "redigindo peças". E que o serviço do advogado é corrigir tais peças. Advogado não é professor, estagiário não é advogado. Ambos devem ter consciência de seus papéis.

A função do estagiário é observar e aprender. Realizar o que lhe é pedido e submeter-se ao crivo do advogado. Fazer de tudo um pouco. Ir aos fóruns, prefeituras, cartórios, INSS, bancos, tomar chá de cadeira, conversar com o cliente do escritório que o acompanha em tais situações, estreitar laços, relacionar-se com as autoridades e serventuários com quem futuramente terá que lidar profissionalmente. Atender telefone, anotar recados, agendar reuniões, realizar telefonemas aos clientes e outras pessoas igualmente importantes, como gerentes de banco, serventuários de cartórios, etc. Tais feitos não é serviço exclusivo de "secretária" ou office boy. O advogado que não tem secretária e nem office boy faz tudo isso. Então o estágio é um treino pra tudo isso também. Para mandar, você tem que saber fazer. Se um dia quiser ser advogado, ter um estagiário, uma secretária ou um office boy, terá que saber o que pode esperar deles, terá que conhecer a função. Todos os atos relacionados ao funcionamento do exercício da advocacia. Tente estagiar enclausurado em escritório e depois, saia na advocacia. Cru de tudo, sem saber se orientar nos prédios públicos, sem saber se dirigir a uma autoridade, sem saber sequer a quem se dirigir em cada situação, praticamente carregando um outdoor na testa de "não faço ideia do que estou fazendo". E desafio: tente, com isso, ser respeitado como advogado.

Já ao advogado incumbe educar o estagiário. O estágio é uma fase de extensão da educação. Sim, o advogado deve corrigir peças, ensinar o ofício, orientar sobre o que fazer nas diligências externas, e sobre como fazer. Ensinar de ética a português. O advogado é até um personal stylist do seu estagiário, devendo ensinar como se vestir, falar e comportar no ambiente forense e na carreira. O estagiário deve ouvir, calar, observar e aprender. Um estagiário despreparado para o ato que lhe incumbe denuncia contra o próprio advogado. E sim, é um trabalho atípico: você não recebe para realizar. Na verdade, você paga para realizar. O estagiário, ao contrário do profissional, recebe para aprender. A remuneração do estagiário tem natureza de bolsa e não de salário. É um incentivo que o estudante precisa para poder se sustentar na reta final dos estudos. Bancar a própria alimentação, gasolina e estacionamento para poder trabalhar enquanto estuda. Bancar o vestuário adequado para se apresentar diariamente no "trabalho". Bancar a biblioteca pessoal necessária para seu TCC. Pagar a comissão de formatura. Fazer um "pé de meia" para financiar uma pós graduação latu sensu, extensão mínima necessária para ingresso na carreira. E, por lei, cabe ao advogado dispender o recurso do próprio bolso para remunerar o estagiário. Aquele que não estiver de acordo, então que se abstenha de cadastrar seu escritório para receber estagiário. Estagiário não é um faz tudo. É um aprendiz de faz tudo, já que advogado tem que fazer tudo mesmo. E o estagiário tem direito de receber sua bolsa para tanto.

Estagiário que só atende telefone ou que só realiza diligências externas, inclusive resolvendo questões pessoais e não profissionais do advogado, de fato, está sendo explorado. E o advogado deve sim abster-se de fraudar a legislação trabalhista com tais manobras. Nem é preciso dizer o quanto isso é indigno. Mas, estagiários, tenham paciência também. O exercício da advocacia envolve sim, uma gama de atividades extra curriculares, correlatas, que devem ser realizadas. Então, enquanto se limitarem aos interesses do escritório, está tudo ok, viu? Não pirem! Aprendam.
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Paulo Abreu, Advogado
Paulo Abreu
Comentário · há 8 anos
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